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segunda-feira, 15 de abril de 2013

VENTOS FORTES X ESCALA GRÁFICA

Em 14 de junho de 2009, postamos o assunto escala de Beautford onde está representada uma forma de se classificar os ventos segundo critérios observados na natureza.

Hoje apresentamos a mesma escala sob forma gráfica ou seja desenhos que representam a ação dos ventos sob estruturas e paisagem.

Como a escala está com velocidades em milhas/hora vamos ajustar para Km/h abaixo:
1.- 1,6 km/h - 4,8 Km/h
2.- 6,4 Km/h - 11,20 Km/h
3.- 12,8 Km/h - 19,20 Km/h
4.- 20,8 Km/h - 28,80 Km/h
5.- 30,40 Km/h - 38,40 Km/h
6.- 40 Km/h - 49,60 Km/h
7.- 51,20 Km/h - 60,60 Km/h (54 Km/h já classificado como ventos fortes pelo segurador)
8.- 62,40 Km/h a 73,60 Km/h
9.- 75,20 Km/h - 86,40 Km/h
10.- 88,0 Km/h - 100,80 Km/h
11.- 102,40 Km/h - 115,20 Km/h
12.- Acima de 116,80 Km/h

quinta-feira, 14 de março de 2013

VENTOS FORTES


O manual de Incêndio e Lucros Cessantes da Editora Manuais Técnicos de Seguros Ltda, identifica a cobertura  de Vendaval, furação, ciclone, tornado, granizo etc, como cobertura acessória , onde caracteriza vendaval a comprovação de vento igual ou superior a 15 m/s ou seja 54 Km/h, o que é acompanhado pelos produtos de seguro oferecidos pelas seguradoras do mercado.Considera ainda um mesmo sinistro, ou seja uma mesma ocorrência, quando o fenômeno ocorrer em um prazo de 24h e em um mesmo município.
Ciclone:
¨São sistemas meteorológicos de baixa pressão. No hemisfério norte o ciclone gira no sentido anti-horário, sendo que no hemisfério sul a sua rotação é horária.
¨Pode-se, de forma simplificada, dizer que um ciclone extra-tropical forma-se em decorrência da convergência de diversas massas de ar e estas oriundas de centros de baixa pressão.
Tornados:
Segundo Glickman, os tornados formam-se em áreas de intensa instabilidade atmosférica na base das nuvens do tipo cumulonimbus, estendendo-se até o solo na forma de uma intensa coluna de ar giratória. Entretanto, para ser caracterizado como tal, esse fenômeno deve causar danos na superfície do terreno.
¨Esses fenômenos formam-se em ambientes atmosféricos instáveis, associados a elevados valores de umidade e temperatura.
¨Diferença entre tornado e furacão: 
Um furacão normalmente mede centenas de quilômetros de diâmetro e origina-se sempre nos oceanos, de onde retira a energia necessária para a formação. Ao atingir o continente, ele começa a dissipar, perdendo força. O tempo de vida de um furacão pode chegar a vários dias, assim a sua previsão pode ser realizada com bastante antecedência. 
Já os tornados são fenômenos extremamente localizados, apresentando um diâmetro de dezenas ou centenas de metros, raramente atingindo diâmetros iguais ou superiores a 1 Km.
Diferença entre tornado e vendaval. 
Além da visualização do funil característico do tornado, isto quando é visível, pois quando ocorre a noite as pessoas não o identificam aumentando a confusão de interpretação, está nos danos gerados ou seja no padrão dos destroços deixados.
No tornado os ventos são giratórios, torcendo árvores e postes. São também danos concentrados e apresentam linearidade nos rastros deixados.
Já o vendaval os danos são mais generalizados, deixando danos distribuídos em várias áreas.
Na próxima postagem vamos demonstrar com figuras ilustrativas e baseadas na Escala de Beauford o comportamento dos ventos baseado em sua intensidade.













terça-feira, 13 de novembro de 2012

Explosão de líquidos inflamáveis | Mulher fica ferida após explosão em restaurante em Canela


Mulher fica ferida após explosão em restaurante em Canela

Vítima precisou ser transferida para Porto Alegre, em estado grave

O texto abaixo relata um grave equívoco que infelizmente é praticado por muitos. A manipulação de substâncias inflamáveis sem o devido cuidado:

"Uma mulher ficou gravemente ferida no começo da tarde desta sexta-feira, após a explosão de um buffet de comida em um restaurante na rua José Velho Corrêa da Silva, bairro São José, em Canela, na Serra gaúcha. Com queimaduras em 80% do corpo, a vítima foi encaminhada pelos bombeiros ao Hospital de Caridade de Canela. Em função da gravidade dos ferimentos, ela precisou ser transferida para o Hospital Cristo Redentor, de Porto Alegre.

O acidente ocorreu quando ela reabastecia o fogareiro. O marido tentou ajudar e acabou ferido também. O incêndio foi controlado com extintores pelos funcionários do próprio restaurante. O homem sofreu queimaduras leves nas mãos e braços. O casal é proprietário do estabelecimento. O marido da vítima também sofreu queimaduras leves nas mãos e braços. O casal é proprietário do estabelecimento.

Segundo o tenente Clodoaldo Teixeira, comandante do Corpo de Bombeiros de Canela, o estabelecimento utilizava etanol nos fogareiros que aquecem as cubas que armazenam a comida.

“O material ficava armazenado em dois galões de cinco litros. Além de forma de armazenamento, o uso do produto para manter aquecidos os recipientes é indevido. O etanol evaporou, formou uma espécie de nuvem e acabou explodindo”, resume o tenente." ( Fonte : Site : www.correio do povo.com.br)

Os equívocos:
1.- Etanol é combustível veícular não pode ser usado em aquecimento.
2.- As quantidades manipuladas são incompatíveis com a forma de uso: alimentar fogareiro de um rechaud .

O procedimento correto:
1.- Retirar o fogareiro que deve ser reabastecido e levá-lo para fora do ambiente com muitas pessoas.
2.- Utilizar álcool gel a 72° GL, que por ser gel não volatiliza com rapidamente e não provoca a explosão de líquido relatada.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

QUEBRA DE MAQUINA X DANO ELETRICO

Um equívoco que observamos ocorrer nas contratações de seguro property está na escolha das coberturas de seguro para equipamentos/máquinas de uma empresa seja ela comercial ou industrial.
A clausula de Danos Elétricos é contratada imaginando que na ocorrência de um evento onde a maquina ou equipamento é avariada esta cláusula acolherá todo o prejuízo, até o limite da cobertura contratada, esquecendo-se o corretor que a referida cláusula paga prejuízos a fio, cabos, enrolamentos ou a outros componentes de um circuito elétrico.
O exemplo a seguir apresentado e retirado da experiência de nosso dia a dia demonstra esta situação:

Um equipamento destinado a resfriar o vidro e com isto provocando a sua têmpera utiliza um motor de 500 CV em corrente contínua. O motor elétrico move um eixo que em seu extremo está montado um rotor(ventilador) de 4 m de diâmetro que força o ar sobre a placa de vidro provocando a sua têmpera. Todo este conjunto gira a aproximadamente 1500 rotações por minuto e está montado em um grande suporte que sustenta o motor, seu eixo e o rotor.
Uma avaria de ordem elétrica fez com que o motor elétrico assumisse uma rotação muito acima das 1500 rpm, provocando a quebra do eixo que causou danos ao motor elétrico que ficava ligado ao eixo e no extremo do eixo o rotor partiu-se ficando destruído. A base ficou deformada.
Todo o equipamento foi condenado pelo fabricante. O prejuízo apresentado? 280 mil Euros.
A verba segurada em DE era de R$ 400.000,00, praticamente cobria o prejuízo.
Ocorre que o único componente elétrico do equipamento era o motor de corrente contínua de 500 cv a um custo de 65 mil euros. Por decorrência, a indenização proposta foi esta, descontada a franquia.

O que faltou para que o segurado tivesse seu sinistro plenamente atendido?
  1. Uma melhor analise do risco por parte do corretor
  2. Uma cobertura chamada Quebra de Máquinas
  3. Faltou Gerenciamento de Riscos !!



domingo, 11 de março de 2012

Seguro Riscos de Engenharia - Informações

  • Riscos de Engenharia - Modalidade:Obras Civis em Construção
  • Quem contrata?
    • Construtoras
    • Empreiteiras/subempreiteiras
    • Proprietário de obras pessoa física 
  • Objetivo do seguro
    • É um seguro de bens materiais, oferecendo cobertura para as obras contra qualquer acidente, ressalvados os riscos excluídos, dos quais pode resultar dano ou destruição das obras de engenharia civil durante o período da obra.
  • Coberturas
    • Básica : Normalmente o valor da obra/contrato
    • Adicionais:(Principais)
      • Responsabilidade Civil : Danos materiais e corporais a terceiros
      • Despesas extraordinárias
      • Despesas com desentulho
  • Necessidades para a contratação
    • Preenchimento de questionário
    • Cronograma físico e financeiro da obra
    • Possível inspeção do local
    • Obra regular (licenças e projetos aprovados)
    • Andamento da obra não superior a 20% do cronograma
  • Observações
    • As demolições podem contratar Riscos de Engenharia
    • Seguro técnico, necessitando portanto maiores cuidados na sua contratação e na aceitação ´pelo segurador.
  • Riscos de Engenharia - Instalação e Montagem
  • Quem contrata?
    • Construtoras
    • Industrias
    • fábricas
  • Objetivo do seguro
    • Oferece, basicamente, proteção ampla contra os riscos no local, relacionados com a montagem de máquinas, bem como montagem de estruturas de aço de qualquer espécie.
  • Necessidades para a contratação
    • Preenchimento de questionário
    • Relação dos equipamentos (detalhada)
    • Possível inspeção no local
  • Observações
    • Não pode haver obras civis superiores a 25% do cronograma.
  • Riscos de Engenharia - Quebra de Máquias
  • Quem contrata?
    • Industrias
    • Fábricas
  • Objetivo do seguro
    • Acidentes de causa súbita e imprevista que possam danificar os objetos segurados, causados pela ação do homem ou outra força externa (verificar riscos excluídos), ficando cobertos os danos internos, originados nas próprias máquinas.
  • Necessidades para a contratação
    • Preenchimento de questionário
    • Relação dos equipamentos (detalhada)
    • Possível inspeção no local
  • Observações
    • Cobertura de seguro de grande importância mas esquecida e em muitos casos confundida com outras coberturas mais tradicionais no mercado.
    • Estaremos, na sequência, postando um artigo onde apresentaremos o equívoco que ocorre envolvendo a cobertura adicional de Danos Elétricos nos seguros compreensivos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cálculo da Depreciação: Método de Ross-Heidecke

Técnica de depreciação usual para edificações. O autor do método desenvolveu um critério simples para o cálculo da depreciação acumulada a ser aplicada ao custo de reposição como nova através somente do estado em que se apresenta a edificação examinada.

Assim, portanto, foi desenvolvida a seguinte tabela.

Estado de conservação Depreciação ( % )

a) Novo :0,00

b) Entre novo e regular: 0,32

c) Regular :2,52

d) Entre regular e reparos simples :8,0

e) Reparos simples :18,10

f) Entre reparos simples e importantes :33,20

g) Reparos importantes: 52,60

h) Entre reparos importantes e sem valor :75,20

i) Sem valor :100,00

A tabela acima Heidecke desenvolveu-a sem levar em consideração a vida útil e a idade da edificação, trabalhando exclusivamente com o estado do imóvel.

A partir desta constatação foi desenvolvido o critério de Ross-Heidecke que incluiu a depreciação física, gerando a tabela que é observada a seguir.


Estado de conservação Entrada na tabela

Novo: a

Entre novo e regular: b

Regular :c

Entre regular e reparos simples: d

Reparos simples :e

Entre reparos simples e importantes :f

Reparos importantes: g

Entre reparos importantes e sem valor: h

A vida útil das edificações é obtida junto a literatura técnica disponível.


A seguir vamos apresentar um exemplo prático de uso da tabela de Ross-heidecke:
Idade da edificação: 30 anos
Vida útil atribuída à edificação: 100 anos
Estado de conservação: d) Entre regular e reparos simples
Qual o percentual de depreciação obtido?

1. Quociente entre a idade e a vida útil: 30/100 = 0,30 = 30%

2. Entrada na tabela na coluna “d” e o cruzamento desta entrada com os 30%.
3. Obtivemos a depreciação de 30%
Obs.: Em havendo interesse na obtenção da tabela, solicite pelo email existente no Blog que enviamos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CÁLCULO DA DEPRECIAÇÃO- Método da Linha Reta

Dando continuidade a postagem anterior onde esta apresenta o tema da Depreciação, vamos abordar agora o cálculo da depreciação.
É oportuno salientar que a aplicação da depreciação em edificações, instalações, máquinas e equipamentos é atribuição exclusiva de engenheiros e arquitetos cuja graduação em nível superior e em muitos casos com pós-graduações adquiridas ao longo de sua vida profissional lhe dá esta condição.
Passamos esta informação pois entendemos ser útil  caso  um cálculo de depreciação seja apresentado em regulação de sinistros de property onde o profissional são seja graduado, este "trabalho técnico" é perfeitamente possível que seja impugnado em qualquer instancia se porventura tal trabalho seja levado ao judiciário.

Duas são as técnicas mais usuais quando se faz necessário o cálculo da depreciação:
O Método da linha reta com resíduo aplicado em máquinas e equipamentos.
O Método de Ross-Heidecke aplicado para edificações em geral.

MÉTODO DA LINHA RETA COM RESÍDUO

D = I x (100 - r) / V , onde

D = Depreciação em %
I = Idade atual do bem em anos
r = % residual do bem (valor de sucata)
V = Vida útil do bem

A idade "I" da expressão é obtida quando da perícia do bem ou equipamento.
O valor de "r" é obtido em literatura técnica e leva em consideração o tipo do bem ou equipamento e sua localização em relação aos centros que possam utilizar a sucata.
A idade "V" é obtida também em literatura técnica sendo específica para cada tipo de equipamento e sua utilização bem como a intensidade de sua utilização.

É comum observarmos em laudos de perícia e/ou regulação a atribuição de depreciação sem a apresentação dos critérios que levaram o perito àquele valor. Tal procedimento é incorreto e passa uma sensação a quem analisa que o valor foi simplesmente um "chute".

Na proxima postagem vamos apresentar o Método de Ross-Heidecke