Contatos: selecta@cpovo.net / 51-998415-5261

quarta-feira, 10 de julho de 2013

TUMULTO - RISCO SEGURÁVEL ?

Se observarmos a definição sobre Tumulto do Glossário Ilustrado de Marco Aurélio Gonçalves de Souza, este define como: 
" Ação de um grupo de pessoas, com características de aglomeração, que perturbe a ordem pública através da prática de atos de bloqueio de acesso e/ou predatórios, para cuja repressão não haja necessidade de intervenção das Forças Armadas, mas apenas policial."

Recentemente presenciamos este tipo de evento ocorrer por todo o país e não somente nas capitais mas em cidades menores foi observado, que invariavelmente termina em vandalismo.

Trata-se de um risco segurável, portanto. Entretanto é necessário que seja contratada cláusula específica com verba declarada em apólice para que o patrimônio, seja um risco comercial ou industrial e até mesmo um condomínio possa estar segurado.

Os locais de risco como avenidas, esquinas movimentadas e locais próximos a prefeituras, câmara de vereadores ou a outras instituições públicas e ruas de ligação são as mais recomendadas para este tipo de cobertura.

Estas coberturas podem ser também contratadas por endosso, ou seja, com apólice em plena vigência, não necessitando  aguardar a renovação.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

POLUIÇÃO AMBIENTAL - SEGUROS EXISTENTES

Como foi abordado na postagem anterior a preocupação maior quando ocorre um dano ambiental, está no passivo deixado.
Os organismos ambientais quando identificam os danos tem como função identificar a extensão destes danos ao meio ambiente e as consequências às populações que em muitos casos tiram seu sustento daquele local.
O passivo, portanto, não se limita ao dano ambiental (flora/fauna) mas também aos danos comerciais decorrentes e em muitos casos os danos corporais que porventura podem ser causados.
O mercado segurador brasileiro já dispõe de vários tipos de seguro que atendem direta ou indiretamente estes riscos.
Existe uma percepção equivocada de que as apólices existentes são caras, complexas e portanto podendo ser contratadas apenas por grandes empresas e negociadas por grandes corretoras de  seguro ou resseguro.
Nosso objetivo aqui é desmistificar tal posição e apresentar seguros simples e que estão ao alcance das pequenas e médias empresas bem como dos corretores tradicionais.

No ramo de Responsabilidade Civil Geral encontramos a apólice de RC Riscos Comerciais e Industriais também chamada de RC Produtos: Trata-se de uma cobertura de seguro das mais abrangentes do mercados quando se trata de Responsabilidade Civil e encontramos em muitos clausulados em diversos seguradores a cobertura de Poluição Súbita como risco coberto automaticamente:
                  Poluição Súbita: “Poluição, contaminação ou vazamento, a menos que
                  resultem de um acontecimento súbito e inesperado, iniciado em data
                  claramente identificada e com duração máxima de 72 horas.”
O produto RC Shopping Center também, em muitos textos existentes contemplam o risco de poluição súbita da mesma forma.
Os seguros obrigatórios DPVAT e RETA também, por não excluírem, atendem aos prejuízos decorrentes de danos corporais por poluição ambiental.
Finalizando, o RCF-V - quando vinculado aos veículos transportadores de carga também tem em seus clausulados o atendimento a estes tipos de danos.
As coberturas acima não são as únicas, mas as principais, existindo portanto um número maior de produtos de seguro que atendem estes riscos.
Entretanto nenhum deles, é bom que se enfatize, dá acolhimento às multas decorrentes dos danos ambientais provocados !

sábado, 4 de maio de 2013

POLUIÇÃO AMBIENTAL - RISCO SEGURÁVEL ?

        Os danos por poluição ambiental tornaram-se preocupação a partir da década de 70 quando fundos foram criados para serem utilizados na recuperação do ambiente então degradado.
        Nesta época observamos o ambiente marinho e as praias como os biomas que mais sofreram.
        As condenações cada vez de maior vulto e na esteira de um número cada vez maior de comunidades preocupadas com o passivo ambiental deixado por estas verdadeiras catástrofes, fez surgir legislações que buscam enquadrar o poluidor como um crime ambiental, em diversos países, nas décadas de 80 e 90 e como consequência o mercado segurador iniciou a apresentação de produtos de seguros para os mais diversos tipos de eventos que possam ocorrer.

        É oportuno ressaltar que nenhum clausulado de apólice de seguro deste tipo está voltado a acolher o segurado na esfera criminal.
        Os produtos de seguro foram desenvolvidos para atender ao ressarcimento dos prejuízos com o meio ambiente e as populações que deste ambiente tiram seu sustento e foram, como consequência, prejudicados.
De forma resumida, a preocupação é o passivo ambiental criado pelo evento poluidor.

          Na atualidade podemos ter a disposição do segurado, apólices de seguro para os mais diversos tipos de riscos potencialmente poluidores.
    Hoje todos os modais de transporte podem adquirir produtos que garantam o ressarcimento nos casos de poluição ambiental. O modal aquaviário foi o precursor, mas os demais modais, rodoviário, aéreo e ferroviário já dispõe de produtos.
           Não somente a área de transporte, mas também as empresas comerciais e industriais.
         Na próxima postagem vamos apresentar as coberturas de seguro para estes diversos riscos de atividade.
          

        

segunda-feira, 15 de abril de 2013

VENTOS FORTES X ESCALA GRÁFICA

Em 14 de junho de 2009, postamos o assunto escala de Beautford onde está representada uma forma de se classificar os ventos segundo critérios observados na natureza.

Hoje apresentamos a mesma escala sob forma gráfica ou seja desenhos que representam a ação dos ventos sob estruturas e paisagem.

Como a escala está com velocidades em milhas/hora vamos ajustar para Km/h abaixo:
1.- 1,6 km/h - 4,8 Km/h
2.- 6,4 Km/h - 11,20 Km/h
3.- 12,8 Km/h - 19,20 Km/h
4.- 20,8 Km/h - 28,80 Km/h
5.- 30,40 Km/h - 38,40 Km/h
6.- 40 Km/h - 49,60 Km/h
7.- 51,20 Km/h - 60,60 Km/h (54 Km/h já classificado como ventos fortes pelo segurador)
8.- 62,40 Km/h a 73,60 Km/h
9.- 75,20 Km/h - 86,40 Km/h
10.- 88,0 Km/h - 100,80 Km/h
11.- 102,40 Km/h - 115,20 Km/h
12.- Acima de 116,80 Km/h

quinta-feira, 14 de março de 2013

VENTOS FORTES


O manual de Incêndio e Lucros Cessantes da Editora Manuais Técnicos de Seguros Ltda, identifica a cobertura  de Vendaval, furação, ciclone, tornado, granizo etc, como cobertura acessória , onde caracteriza vendaval a comprovação de vento igual ou superior a 15 m/s ou seja 54 Km/h, o que é acompanhado pelos produtos de seguro oferecidos pelas seguradoras do mercado.Considera ainda um mesmo sinistro, ou seja uma mesma ocorrência, quando o fenômeno ocorrer em um prazo de 24h e em um mesmo município.
Ciclone:
¨São sistemas meteorológicos de baixa pressão. No hemisfério norte o ciclone gira no sentido anti-horário, sendo que no hemisfério sul a sua rotação é horária.
¨Pode-se, de forma simplificada, dizer que um ciclone extra-tropical forma-se em decorrência da convergência de diversas massas de ar e estas oriundas de centros de baixa pressão.
Tornados:
Segundo Glickman, os tornados formam-se em áreas de intensa instabilidade atmosférica na base das nuvens do tipo cumulonimbus, estendendo-se até o solo na forma de uma intensa coluna de ar giratória. Entretanto, para ser caracterizado como tal, esse fenômeno deve causar danos na superfície do terreno.
¨Esses fenômenos formam-se em ambientes atmosféricos instáveis, associados a elevados valores de umidade e temperatura.
¨Diferença entre tornado e furacão: 
Um furacão normalmente mede centenas de quilômetros de diâmetro e origina-se sempre nos oceanos, de onde retira a energia necessária para a formação. Ao atingir o continente, ele começa a dissipar, perdendo força. O tempo de vida de um furacão pode chegar a vários dias, assim a sua previsão pode ser realizada com bastante antecedência. 
Já os tornados são fenômenos extremamente localizados, apresentando um diâmetro de dezenas ou centenas de metros, raramente atingindo diâmetros iguais ou superiores a 1 Km.
Diferença entre tornado e vendaval. 
Além da visualização do funil característico do tornado, isto quando é visível, pois quando ocorre a noite as pessoas não o identificam aumentando a confusão de interpretação, está nos danos gerados ou seja no padrão dos destroços deixados.
No tornado os ventos são giratórios, torcendo árvores e postes. São também danos concentrados e apresentam linearidade nos rastros deixados.
Já o vendaval os danos são mais generalizados, deixando danos distribuídos em várias áreas.
Na próxima postagem vamos demonstrar com figuras ilustrativas e baseadas na Escala de Beauford o comportamento dos ventos baseado em sua intensidade.













terça-feira, 13 de novembro de 2012

Explosão de líquidos inflamáveis | Mulher fica ferida após explosão em restaurante em Canela


Mulher fica ferida após explosão em restaurante em Canela

Vítima precisou ser transferida para Porto Alegre, em estado grave

O texto abaixo relata um grave equívoco que infelizmente é praticado por muitos. A manipulação de substâncias inflamáveis sem o devido cuidado:

"Uma mulher ficou gravemente ferida no começo da tarde desta sexta-feira, após a explosão de um buffet de comida em um restaurante na rua José Velho Corrêa da Silva, bairro São José, em Canela, na Serra gaúcha. Com queimaduras em 80% do corpo, a vítima foi encaminhada pelos bombeiros ao Hospital de Caridade de Canela. Em função da gravidade dos ferimentos, ela precisou ser transferida para o Hospital Cristo Redentor, de Porto Alegre.

O acidente ocorreu quando ela reabastecia o fogareiro. O marido tentou ajudar e acabou ferido também. O incêndio foi controlado com extintores pelos funcionários do próprio restaurante. O homem sofreu queimaduras leves nas mãos e braços. O casal é proprietário do estabelecimento. O marido da vítima também sofreu queimaduras leves nas mãos e braços. O casal é proprietário do estabelecimento.

Segundo o tenente Clodoaldo Teixeira, comandante do Corpo de Bombeiros de Canela, o estabelecimento utilizava etanol nos fogareiros que aquecem as cubas que armazenam a comida.

“O material ficava armazenado em dois galões de cinco litros. Além de forma de armazenamento, o uso do produto para manter aquecidos os recipientes é indevido. O etanol evaporou, formou uma espécie de nuvem e acabou explodindo”, resume o tenente." ( Fonte : Site : www.correio do povo.com.br)

Os equívocos:
1.- Etanol é combustível veícular não pode ser usado em aquecimento.
2.- As quantidades manipuladas são incompatíveis com a forma de uso: alimentar fogareiro de um rechaud .

O procedimento correto:
1.- Retirar o fogareiro que deve ser reabastecido e levá-lo para fora do ambiente com muitas pessoas.
2.- Utilizar álcool gel a 72° GL, que por ser gel não volatiliza com rapidamente e não provoca a explosão de líquido relatada.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

QUEBRA DE MAQUINA X DANO ELETRICO

Um equívoco que observamos ocorrer nas contratações de seguro property está na escolha das coberturas de seguro para equipamentos/máquinas de uma empresa seja ela comercial ou industrial.
A clausula de Danos Elétricos é contratada imaginando que na ocorrência de um evento onde a maquina ou equipamento é avariada esta cláusula acolherá todo o prejuízo, até o limite da cobertura contratada, esquecendo-se o corretor que a referida cláusula paga prejuízos a fio, cabos, enrolamentos ou a outros componentes de um circuito elétrico.
O exemplo a seguir apresentado e retirado da experiência de nosso dia a dia demonstra esta situação:

Um equipamento destinado a resfriar o vidro e com isto provocando a sua têmpera utiliza um motor de 500 CV em corrente contínua. O motor elétrico move um eixo que em seu extremo está montado um rotor(ventilador) de 4 m de diâmetro que força o ar sobre a placa de vidro provocando a sua têmpera. Todo este conjunto gira a aproximadamente 1500 rotações por minuto e está montado em um grande suporte que sustenta o motor, seu eixo e o rotor.
Uma avaria de ordem elétrica fez com que o motor elétrico assumisse uma rotação muito acima das 1500 rpm, provocando a quebra do eixo que causou danos ao motor elétrico que ficava ligado ao eixo e no extremo do eixo o rotor partiu-se ficando destruído. A base ficou deformada.
Todo o equipamento foi condenado pelo fabricante. O prejuízo apresentado? 280 mil Euros.
A verba segurada em DE era de R$ 400.000,00, praticamente cobria o prejuízo.
Ocorre que o único componente elétrico do equipamento era o motor de corrente contínua de 500 cv a um custo de 65 mil euros. Por decorrência, a indenização proposta foi esta, descontada a franquia.

O que faltou para que o segurado tivesse seu sinistro plenamente atendido?
  1. Uma melhor analise do risco por parte do corretor
  2. Uma cobertura chamada Quebra de Máquinas
  3. Faltou Gerenciamento de Riscos !!